Carreira

Transformação Digital: saiba como sua carreira pode ser afetada

Serei substituído pela Transformação Digital?

Não se fala mais em outro assunto senão a 4ª Revolução Industrial que bate à nossa porta com a promessa de mudar nossas vidas de maneira irreversível, através da transformação digital. Para muitos encarar essa realidade é assustador, porém, é necessário.

Para saber qual “risco” você corre no meio dessa transformação que enfrentamos, farei 3 perguntas e preciso ser muito franco com você: se sua resposta for SIM para todas elas, ligue seu radar e acelere a sua transformação profissional para sobreviver a esse cenário eminente.

1ª – Sua atividade profissional é baseada sempre em repetições de tarefas e análise de dados?

2ª – A execução das suas tarefas é rotineira (diariamente, ou semanalmente, ou mensalmente), sem alterações e grandes mudanças?

3ª – É possível mapear mais de 50% das tarefas que você executa hoje e colocá-las em um checklist para serem executadas por qualquer outra pessoa apenas com um POP (procedimento operacional padrão)?

Se você respondeu SIM para as perguntas acima, sinto informar que você já trabalha como um robô, provavelmente neste momento em algum lugar do mundo um software de Inteligência Artificial pode estar sendo desenvolvido para substituir você e executar sua atividade de forma mais rápida, mais eficaz e mais barata. A afirmação é provocativa e incomoda muito, mas como já dito, precisamos encarar.

Essa questão é abrangente e mais profunda do que podemos ainda imaginar. O que vem pela frente mudará o formato das experiências humanas e a vida em sociedade.

Carrego comigo uma frase simples que funciona como um alerta importante todo tempo:

“Não quer ser substituído por um robô, não seja um robô.” – Martha Gabriel, um dos maiores nomes no Brasil que leva informação relevante sobre a digitalização do mundo.

O que você tem feito para encarar essa mudança?

Vou compartilhar com você 3 dicas que vão te ajudar a atravessar esse furacão.

1 – Percepção Sensível: Esteja atento às pesquisas e notícias sobre essa transformação no mundo dos negócios. Se esforce bastante para estar sempre com pensamento no mínimo 5 anos à frente. Não faça parte da massa desinformada que será pega se surpresa quando não houver mais tempo para reversões sem dores.

Acentue essa percepção em todos os contextos e ambientes que você transita. Exemplo: a empresa que você trabalha hoje tem se movimentado com iniciativas e ações na direção dessa transformação digital, garantindo sua sobrevivência nos próximos anos?

Perguntas como essa devem ser feitas o tempo todo e todos os contextos da sua vida. Assim você vai encontrar respostas que vão direcionar ações.

2 – Diversificação das fontes de renda: Nós brasileiros – me refiro a grande maioria – fomos condicionados a assimilar como fonte de renda um emprego formal com carteira assinada, regidos pela CLT. Foi assim que aprendemos dos nossos pais o conceito de “ser alguém na vida”. Pare! E comece a desconstruir esse paradigma URGENTE! Por quê?

– Se já é sabido boa parte das profissões deixarão de existir no futuro cada vez mais próximo, nada mais inteligente do que diversificar o risco de perda de fonte de renda, equilibrando suas atividades geradoras de renda. Ou seja, substitua na sua mente a palavra “emprego” por “fonte de renda” e você passa a acostumar sua mente que você não tem um emprego formal e sim atividades de fonte de renda.

– Se nós brasileiros almejamos alcançar um patamar de qualidade de vida como de um país desenvolvido, primeiro passo é observar o que acontece lá e trazer para cá. Sabemos que hoje nossa legislação trabalhista é totalmente diferente do que é praticado nos países desenvolvidos. Embora eu acredite que com o tempo as coisas também vão mudar aqui, nada te impede hoje de construir uma diversificação de fonte de renda. Você pode ser um analista contratado no regime CLT, que aluga um quarto pelo Airbnb (quando viaja ou se tem algum disponível), pode fazer Uber nas horas vagas, ter um negócio próprio e assim vai. SEMPRE com um olhar voltado para a tecnologia e comportamento de consumo.

3 – Aprender a desaprender e aprender novamente: Essa é a última dica e a mais importante. A velocidade das mudanças nessa era da informação acontece de forma assustadora, em um mundo onde a internet derrubou fronteiras. Logo, isso exige de nós um aprimoramento contínuo em ciclos cada vez mais curtos. Questione sempre quanto % do seu tempo está sendo dedicado para aprender mais sobre o futuro? Quem é uma autoridade em inovação na sua área, você o segue? Quantas vezes por semana você atualiza suas leituras sobre o tema?

Essas perguntas precisam ser diárias, a busca pela reinvenção de si será competência essencial para a sua sobrevivência nesse novo contexto social.

Preparamos um material incrível sobre Transformação Digital, e por fim convido você a ser um lifelong learner e conferir um pouco mais sobre o assunto.

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